Criatividade e arte | Michael W. Goheen e Craig G. Bartholomew

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O Semeador, Vincent van Gogh.

Cristãos às vezes associam a criatividade artística apenas com “alta cultura” como ópera, balé, pintura e escultura e então ficam se perguntando o que isso tem que ver com o evangelho e a evangelização. Em geral, esses cristãos conseguem reconhecer um lugar para a criatividade apenas se ela servir à igreja, concentrando a atenção em temas claramente cristãos e com uma mensagem persuasiva ou ajudando a ilustrar o boletim da igreja ou enriquecendo o culto da igreja com uma pequena peça teatral. A arte da alta cultura tem seu lugar próprio e importante na cultura, mas reduzir a criatividade somente a essa instância da cultura ou afirmar que só é válida quando posta a serviço de atividades “sagradas” é banalizar a criatividade e deixar de aproveitar esse importante aspecto de como Deus nos fez para glorificá-lo. No sentido mais pleno da palavra, a criatividade se expressa na maneira como uma casa é projetada e decorada, na arrumação da mesa para a refeição, nas roupas e joias que usamos, na forma como organizamos nosso espaço de trabalho, como arrumamos nosso jardim, o estilo do carro que dirigimos, as histórias que contamos e as músicas que ouvimos.[1] A criatividade, ou aquilo que poderíamos chamar de dimensão estética da vida, permeia nosso mundo.

Para o cristão, as raízes da criatividade estão na doutrina da criação. Hans Rookmaker escreveu um pequeno livro com o título Art needs no justification [A arte não precisa de justificativa], no qual defende que não precisamos justificar a arte, achando que só tem valor se servir a um propósito “bom” (evangelístico, eclesiástico ou mesmo comercial).[2] A justificativa para a arte reside na maneira como Deus nos fez. A habilidade de Deus na criação é extraordinária, sua criatividade é impressionante. Pense, por exemplo, no fato de que não há dois flocos de neve idênticos — algo realmente notável, tendo em vista o número inimaginável deles. Um aspecto de sermos feitos à imagem de Deus é que ele nos agraciou com algo de sua própria capacidade criativa, a “possibilidade tanto de criar algo belo quanto de ter prazer nisso”.[3]

A criatividade é um dom. Essa verdade é confirmada em textos como Gênesis 4.21,22, em que o desenvolvimento normal da cultura é sugerido nos comentários de que Jubal é o pai de todos os que tocam harpa e flauta e Tubal-Caim fabrica ferramentas de bronze e ferro.[4] Os salmos são poesia maravilhosa (muitos com cabeçalhos intrigantes, tais como “Para o diretor de música. Para ser cantado com a melodia…”, ou “adaptado para …”), e o ápice da coleção toda é o salmo 150, com sua exortação a louvar o Senhor com uma variedade imensa de instrumentos musicais e com dança.[5]

Embora a arte não precise de justificativa evangelística ou “eclesiástica”, ainda assim é útil e importante indagar por que Deus nos deu essa maravilhosa capacidade criativa.[6] Artistas, incluindo pintores, escultores, escritores e cineastas (entre muitos outros), nos ajudam a experimentar e a ver o mundo de maneiras diferentes. Às vezes essas “maneiras diferentes” também são maneiras inteiramente novas, mas isso não precisa ser o caso. Em sua análise sobre a capacidade de obras de arte delinearem um mundo, Nicholas Wolterstorff assinala: “Vez após vez, quando examinamos a arte figurativa, somos confrontados com o fato óbvio de que o artista não está meramente delineando um mundo que atraiu sua imaginação pessoal, mas um mundo que, em aspectos importantes, reflete fielmente aquilo que sua comunidade acredita que é real e importante”.[7] O romancista Joseph Conrad afirma que a tarefa do autor de romance “é, mediante o poder da palavra escrita, fazer você ouvir, fazer você sentir — é, acima de tudo, fazer você ver”.[8] Leland Ryken assinala que “o mundo da imaginação literária é uma versão altamente organizada do mundo real. É um mundo em que conceitos, personagens e padrões narrativos são apresentados destituídos de detalhes complicados que causem distração”.[9] Com frequência, a literatura e outras formas de arte nos convidam a entrar em um mundo reduzido a fim de podermos nos concentrar em aspectos específicos do mundo real. “A arte não tenta apresentar uma cópia fotográfica da vida; ela reorganiza os fatos da vida a fim de nos apresentar uma percepção mais acentuada das características da vida. A arte é a vida contemplada à distância pela imaginação.”[10]

Um bom exemplo disso é o filme Seduzida ao extremo, em que Farrah Fawcett faz o papel de vítima de estupro. O filme transmite ao espectador a terrível sensação de pavor absoluto diante do estupro que as estatísticas e os relatórios a respeito jamais conseguem transmitir. Da mesma forma, um romance clássico como Cry, the beloved country [Chore, país amado], de Alan Paton, traz à mente do leitor a dolorosa realidade do apartheid na África do Sul, contando a história de um jovem negro e um jovem branco e a relação entre suas famílias, com o que permite ver como eram repulsivas muitas relações interpessoais no apartheid. Um filme como Tempo de aprender nos permite sentir a dor de um adolescente cuja mãe abandonou o pai (com quem vive) bem como o relacionamento redentor que o adolescente desenvolve com seu treinador. Gente como a gente, um filme mais antigo, fala de relacionamentos dolorosos que muitas vezes se escondem atrás da fachada de famílias respeitáveis, ao mesmo tempo que oferece esperança de crescimento e redenção nos relacionamentos.

A arte também amplia nossa experiência pessoal. Como C. S. Lewis observa, “buscamos um alargamento do nosso ser. Queremos ser mais do que nós mesmos. Por natureza, cada um de nós enxerga o mundo todo a partir de determinado ponto de vista, tendo uma perspectiva e uma seletividade que lhe são peculiares […] Queremos ver com outros olhos, imaginar com outras imaginações, sentir com outros corações bem como com o nosso […] Até onde posso ver, esse é o valor ou vantagem específica da literatura […] ela nos dá acesso a experiências diferentes das nossas próprias”.[11] A arte estimula e desenvolve nossa imaginação. Em um mundo tecnológico, em que a mente analítica é tão altamente valorizada, facilmente perdemos a capacidade de imaginação que tínhamos quando criança. E, mesmo assim, ainda que não sejamos artistas, a imaginação é uma parte vital de nosso ser. Albert Einstein desenvolveu sua teoria da relatividade imaginando-se sobre um feixe de luz![12] Estudos recentes fizeram distinção entre o lado esquerdo analítico de nosso cérebro e o lado direito imaginativo. Na cultura ocidental (e especialmente no mundo acadêmico), o lado esquerdo de nosso cérebro tende a ser excessivamente desenvolvido, enquanto o lado direito lúdico e imaginativo é contraído e subdesenvolvido. A exposição à arte e o envolvimento em atividades criativas ajuda a estimular nossa imaginação e põe em harmonia os diferentes lados do nosso ser. Assim, embora nem a pessoa de negócios nem o cientista sejam chamados a ser artistas, a empresa eficaz e o trabalho científico exigem criatividade e imaginação, coisas que as artes podem nos ajudar a desenvolver em nós mesmos.

A arte também estimula nosso senso de recreação, outra coisa que os adultos frequentemente deixam para trás com a infância. O psiquiatra Carl Jung descobriu em sua crise da meia-idade que parte de sua cura incluiu voltar a brincar. Durante um período crítico de sua vida, todos os dias ele trabalhou na construção de uma cidadezinha em miniatura, e isso se tornou parte importante de sua cura.[13] C. S. Lewis afirma que “nosso lazer, até mesmo nossas brincadeiras, são assunto muito sério. Não há território neutro no universo: cada centímetro quadrado e cada fração de segundo são reivindicados por Deus e também por Satanás em sua oposição a Deus […] A escolha de recreações saudáveis é assunto sério”.[14]

É claro que a criatividade e a arte nunca são neutras, e, assim que começamos a perceber todo o poder que a arte pode ter, também começamos a ter consciência de todo o mau uso que se pode fazer dela. Ryken assinala que “os artistas procuram levar o público a partilhar de sua visão — a ver o que veem, sentir o que sentem e explicar a vida como eles explicam”.[15] Keith McKean afirma: “O mundo da obra literária é um tipo cuidadosamente elaborado e controlado de realidade, em que cada detalhe expõe as crenças e os valores do próprio artista”.[16] A escolha do artista, tanto do assunto quanto do meio, é sempre determinada pela cosmovisão do artista e sempre apresenta uma perspectiva particular: tanto a cosmovisão quanto a perspectiva precisam ser entendidas por aquilo que são.

É possível ver exemplos extremos do abuso da arte nos símbolos e nas representações imaginárias de si mesmos que regimes políticos cruéis têm usado para propagar sua ideologia. O regime de Adolf Hitler durante as décadas de 1930 e 1940 oferece bons exemplos disso nos grandiosos vídeos de propaganda produzidos por Joseph Goebbels e nas exibições cuidadosamente orquestradas de entusiasmo popular e de poderio militar que os nazistas regularmente organizavam. O aspecto imaginativo de seus esforços era extremamente vívido e intenso, mas foi redirecionado para fins maléficos inimagináveis. Usos errados e menos óbvios da criatividade são muito mais comuns e nos afetam bem de perto. Quando reduzimos a dádiva divina da expressão artística a adesivos cristãos ou a canetas e até mesmo a pastilhas refrescantes com versículos bíblicos impressos, banalizamos o evangelho e desacreditamos Cristo. Quando uma peça teatral cristã é reduzida a nada mais do que apresentações evangelísticas medíocres na igreja, deixamos implícito que o evangelho é uma coisa pequena e insignificante. E, quando filmes cristãos são produzidos com forte apelo emocional e se concentram no arrebatamento com a finalidade de assustar os espectadores para induzi-los à conversão, deixamos de fazer justiça à imensa e variada capacidade criativa que Deus plantou em sua criação.

Leia também  A arte deve ser evangelística para ser cristã? | Alex Medina

Historicamente, a igreja tem uma grande tradição de arte e criatividade. A própria Bíblia contém muita literatura extraordinariamente bela em forma de poesias, parábolas, narrativas trágicas e cômicas, biografias e visões em sonho. No passado, a igreja foi o centro da criatividade artística, em que manuscritos decorados e iluminados, pinturas e esculturas, vitrais, poesia e peças teatrais, literatura, música e arquitetura se uniram para proclamar a glória de Deus. É um rico legado que precisamos recuperar. Como podemos fazer isso?

Em primeiro lugar, precisamos reconhecer as possibilidades da criatividade em todas as diferentes áreas de nossa vida. Embora nem todos sejamos chamados a ser artistas, todos somos chamados a ser criativos. Tornar nossa casa, apartamento ou dormitório um ambiente descontraído e saudável, transformar um jardim em uma área agradável com muitas plantas nativas para que ali os pássaros também se sintam em casa, pôr a mesa de um modo especial em ocasiões especiais, contar histórias para nossos filhos com habilidade e imaginação, desenvolver o apreço pela boa música, desenvolver o bom gosto no vestuário, aprender a apreciar a beleza da natureza — todas essas são pequenas mas importantes maneiras de cultivar em nossa vida o dom divino da criatividade artística. As possibilidades são infinitas.

Uma segunda maneira de recuperar nossa herança artística cristã é levar a sério o chamado divino de alguns de nós para ser artistas. Se a comunidade cristã como um todo está realmente empenhada em participar da obra de Deus de redimir as artes, então é vital reconhecermos que a vocação do artista é uma profissão cristã legítima de tempo integral. Aqueles dotados de habilidades artísticas muitas vezes constataram que a igreja é uma comunidade em que é difícil prosperar, especialmente naqueles períodos em que um dualismo antibíblico relegou a expressão artística às categorias “inferiores” ou menos espirituais da vida. Precisamos mudar essa situação. A igreja tem a responsabilidade de reconhecer artistas e incentivá-los a servir a Cristo na vocação que ele lhes deu. Almejamos o dia quando a reunião anual de prestação de contas da igreja incluirá não só relatórios sobre os serviços e as finanças da igreja, mas também uma análise sobre a maneira como está indo o serviço de tempo integral dos artistas (e, é claro, de outros).

Nem todos nós somos chamados a ser artistas, mas todos devemos estar prontos a receber as dádivas que esses artistas trazem. De nada adianta incentivar cristãos a se tornar artistas a serviço de Cristo, se ninguém está interessado em apoiar suas iniciativas, visitar suas galerias, ouvir sua música e comprar o que produzem. Devemos ter um interesse em toda a boa arte e apoiá-la (seja ou não feita por cristãos), mas com certeza devemos estar particularmente empenhados em apoiar esforços artísticos cristãos. Você, sua igreja ou sua empresa podem encomendar uma pintura ou escultura, ir a um encontro de declamação de poesia de um poeta cristão local ou organizar um festival de artes e artesanato. Você pode fazer um curso de história da arte ou de como entender arte. Você pode visitar uma galeria de arte. Você pode experimentar alguma atividade manual para estimular seu lado artístico, seja fazendo desenhos, trabalhando em madeira, origami, funilaria ou vitrais.

Em terceiro lugar, precisamos desenvolver um discernimento acerca de arte e criatividade. A Queda da humanidade permeia toda a criação, e isso inclui as artes; elas podem ser usadas de maneira errada como qualquer outra estrutura na criação de Deus. A pornografia é só um dos exemplos evidentes de como os dons artísticos dados por Deus podem ser pervertidos para servir a propósitos pecaminosos. Constatar que a pornografia é arte usada de maneira errada é bastante óbvio; da mesma forma, é fácil constatar que a redução da arte cristã a versículos bíblicos gravados em canetas é lamentável. No entanto, em grande parte da criatividade e da arte é muito mais difícil discernir o bom do ruim e todas as sutis gradações entre um e outro.

Não se chega facilmente a uma crítica diferenciada da arte; ela exige reflexão e uma crescente familiaridade com a arte. No entanto, é um recurso essencial se quisermos encher nossa vida com o que é verdadeiro, nobre, puro, amável, de boa fama, excelente e digno de louvor (Fp 4.8, NVI). Há formas de criatividade usadas de maneira errada e pervertida que devemos rejeitar, mas precisamos nos certificar de que não estamos rejeitando arte por arrogância sem reflexão cuidadosa e abalizada. Só assim desempenharemos um papel positivo na redenção deste grande dom da criatividade que Deus incrustou em sua criação. Na visão da Nova Jerusalém com a qual o livro de Apocalipse termina, lemos que “os reis da terra lhe trarão a sua glória” (21.24). Isso nos dá uma ideia de como os tesouros de criatividade serão integrantes da nova criação.

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[1] Para um livro agradável sobre o assunto, veja Edith Schaeffer, Hidden art (Wheaton: Tyndale, 1972).

[2] Hans R. Rookmaker, Art needs no justification (Downers Grove: InterVarsity, 1978) [edição em português: A arte não precisa de justificativa, tradução de Fernando de Guarany Jr. (Viçosa: Ultimato, 2010)]; veja tb. idem, The creative gift: the arts and the Christian life (Leicester: Inter-Varsity, 1981), cap. 6.

[3] Abraham Kuyper, Lectures on Calvinism (Grand Rapids: Eerdmans, 1931), p. 142, veja nota de rodapé [edição em português: Calvinismo: o canal em que se moveu a Reforma do século 16, enriquecendo a vida cultural e espiritual dos povos que o adotaram. O sistema que hoje a igreja cristã deve reconhecer como bíblico, tradução de Ricardo Gouvêa; Paulo Arantes (São Paulo: Cultura Cristã, 2002)].

[4] Veja Bartholomew; Goheen, Drama of Scripture, p. 48-9.

[5] Para uma introdução acessível a abordagens recentes sobre o Saltério que ressaltam a forma literária cuidadosamente elaborada da coleção como um todo, veja Craig G. Bartolomeu; Andrew West, orgs., Praying by the book: reading the Psalms (Carlisle: Paternoster, 2001).

[6] O propósito da arte é complexo e controverso. Na obra Art in action: toward a Christian aesthetic (Grand Rapids: Eerdmans, 1980), Nicholas Wolterstorff nega que haja algo como o propósito da arte. Veja tb. Cal Seerveld, “Cal looks at Nick: a response to Nicholas Wolterstorff ’s Art in action”, in: Craig Bartholomew, org., In the fields of the Lord: a Calvin Seerveld reader (Carlisle: Piquant, 2000), p. 360-4.

[7] Wolterstorff, Art in action, p. 144.

[8] Joseph Conrad, prefácio a The nigger of Narcissus (New York: Collier, 1962), p. 19 [edição em português: O negro do Narciso, tradução de Luzia Maria Martins (Lisboa: Relógio d’Água, 1987)].

[9] Leland Ryken, Culture in Christian perspective: a door to understanding and enjoying the arts (Portland: Multnomah, 1986), p. 112.

[10] Ryken, Culture in Christian perspective, p. 26.

[11] C. S. Lewis, An experiment in criticism (Cambridge: Cambridge University Press, 1961), p. 137-9 [edição em português: Um experimento na crítica literária, tradução de João Luís Ceccantini (São Paulo: Editora UNESP, 2009)].

[12] Sobre ciência e imaginação, veja Cheryl Forbes, Imagination: embracing a theology of wonder (Portland: Multnomah, 1986), cap. 7.

[13] Veja Carl Jung, Memories, dreams, reflections (New York: Vintage Books, 1965), p. 173-5 [edição em português: Memórias, sonhos, reflexões, organização de Aniela Jaffe, tradução de Dora Ferreira da Silva, Coleção Experiência e Psicologia (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980)].

[14] C. S. Lewis, Christian reflections (Grand Rapids: Eerdmans, 1967), p. 33-4.

[15] Ryken, Culture in Christian perspective, p. 172.

[16] Keith McKean, The moral measure of literature (Denver: Swallow, 1961), citado por Ryken em Culture in Christian perspective, p. 166.

Trecho extraído da obra “Introdução à cosmovisão cristã: Vivendo na intersecção entre a visão bíblica e a contemporânea”, de Michael W. Goheen e Craig G. Bartholomew, publicado por Vida Nova: São Paulo, 2016, p. 228-235. Traduzido por Marcio Loureiro Redondo. Publicado com permissão.

Michael GoheenMichael W. Goheen (PhD, Universidade de Utrecht) é diretor de educação teológica no Missional Training Center e pesquisador residente no Surge Network of Churches, em Phoenix, Arizona. Autor do livro A igreja missional na Bíblia, publicado por Vida Nova.
Dr-Craig-BartholomewCraig G. Bartholomew (PhD, Universidade de Bristol) é professor da cátedra H. Evan Runner de Religião e Filosofia a na Redeemer University College. É também coautor, juntamente com Michael Goheen, de The Drama of Scripture.
introducao-cosmovisao-cristaEssa obra apresenta um breve resumo da narrativa bíblica e das crenças mais fundamentais das Escrituras, seguidos de uma apresentação da narrativa da cultura ocidental desde o período clássico até a pós-modernidade.

Michael Goheen e Craig Bartholomew analisam como os cristãos vivenciam a tensão que existe na intersecção das narrativas bíblica e cultural e procuram esmiuçar as implicações para áreas importantes da vida, como educação, mundo acadêmico, economia, política e igreja.

O resultado é um livro que leva a uma reflexão acessível, sem deixar de ser profundo, alicerçado sobre a rica tradição do pensamento reformado e contextualizando-o para um cenário pós-moderno.

Publicado por Vida Nova.

1 Comments

  1. Willer disse:

    Um dos textos mais elucidativos que li sobre a arte e o cristão.

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