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Aonde quer que você vá em Dubai, é impossível não ver o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo. Há arranha-céus impressionantes por toda a Dubai, mas o Burj Khalifa ergue-se acima de todos eles com sua glória majestosa. Em uma manhã extremamente quente e abafada em Dubai, desci de um carro perto desse edifício fascinante e caminhei na direção dessa façanha magnífica da arquitetura. Mesmo a distância, era difícil inclinar a cabeça para trás o suficiente para enxergar o topo do prédio. Quanto mais perto eu chegava, mais a estrutura se mostrava fantástica e imponente. Durante o percurso, não me lembrava de nenhum outro edifício em Dubai que tivesse me impressionado anteriormente. Por mais impressionantes que fossem os outros edifícios, não se podia compará-los à incrível grandeza e perfeição arquitetônica do Burj Khalifa.
Quanto finalmente cheguei à base do prédio, senti-me terrivelmente pequeno, como uma formiga diante de um poste de luz. Entrei em um elevador de aspecto futurista e, no que me pareceu uma questão de segundos, estava no 125.º andar. E este não era o topo do edifício — que estava fechado para turistas. Ao me aproximar das janelas para ter uma ideia da altura em que estava e também para apreciar a vista da cidade, observei imediatamente como pareciam pequenos os outros prédios. Acontece que aqueles prédios “pequenos” eram arranha-céus. Eu tinha visitado o mais alto de todos e, com isso, passei a ver por outra perspectiva o que antes tinha me deixado impressionado.
De igual modo, a santidade marca algo como pertencendo a uma classe própria, algo distinto de qualquer outra coisa. Deus é santo; ele é único. Nada se compara a ele. O termo bíblico para santidade vem do hebraico e significa “cortar”. Ser santo significa ser cortado, ou separado, de tudo o mais. Não podemos dizer que Deus é igual a alguma coisa porque não há nada em todo o Universo que seja parecido com ele.
Oro para que eu e você, diante da santidade divina, tenhamos a perspectiva que eu tive naquela manhã em Dubai diante do Burj Khalifa, quando olhei lá de cima para tudo o mais lá embaixo. Não há santidade tão santa quanto a santidade divina.
Imagine isso!
As crianças têm uma capacidade incrível de imaginação. Essa capacidade torna seu mundo surpreendente, agradável, cativante e maravilhoso. Minha neta mostra essa habilidade toda vez que estamos juntos. Com muito cuidado, ela prepara para mim um chá e um sanduíche. Na verdade, porém, a xícara está vazia e não há sanduíche nenhum no prato. Para ela, porém, chá e lanche são reais, e fica encantada quando lhe digo quanto ela cozinha bem.
Quando se trata de fé, a imaginação não é a capacidade de imaginar o que não existe, mas de perceber o que é real, mas não se vê. O que acontece quando seu sistema religioso se concentra em se render a um Deus que você não pode ver, tocar ou ouvir? Por isso, a imaginação é importante.
Para que isso aconteça, Deus lhe deu um sistema duplo de visão. Você vê as coisas físicas com seus olhos, mas você tem também os olhos do coração para ver as realidades espirituais invisíveis. O problema é que o pecado nos torna espiritualmente cegos. Deus, então, abençoa-nos com o ministério de iluminação do Espírito Santo. Com sua ajuda, podemos “ver” o que não se pode ver com os olhos físicos, mas que é real.
O profeta Isaías, quando foi chamado, também viu o que não tinha visto antes. Ele recebeu uma visão do Senhor sentado em seu trono. Ouviu os anjos que fizeram a seguinte declaração: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).
Não bastou para os anjos dizer “Deus é santo”. Não, os anjos tiveram de dizer três vezes santo para capturar a profundidade e a dimensão da santidade divina. É como se eu lhe dissesse: “Vi um sujeito alto, alto, alto no jogo!”. Você entenderia imediatamente que eu não estava falando de um sujeito alto como tantos que vemos por aí. Ficaria claro que era o sujeito mais alto que já vi na vida.
“Santo, santo, santo” é uma expressão cuja finalidade é alargar as fronteiras da sua imaginação.
Você estaria disposto a orar a Deus durante alguns momentos pedindo-lhe que abra os olhos do seu coração? Peça a Deus que lhe dê ao menos um vislumbre da grandeza avassaladora de sua santidade.
Totalmente santo
A santidade de Deus não é um aspecto do que ele é. Não, a santidade divina é a essência do que ele é.
Se você perguntasse: “De que maneira se revela a santidade de Deus?”, a única resposta correta seria: “Em tudo o que ele faz”.
Tudo o que Deus pensa, deseja, fala e faz é totalmente santo sob todos os aspectos. Ele é santo em todos os atributos e em todas as ações.
Ele é santo em justiça.
Ele é santo em amor.
Ele é santo em misericórdia.
Ele é santo em poder.
Ele é santo em soberania.
Ele é santo em sabedoria.
Ele é santo em paciência.
Ele é santo em ira.
Ele é santo em graça.
Ele é santo em fidelidade.
Ele é santo em compaixão.
Ele é até mesmo santo em sua santidade; é o que ele é.
E não apenas isso: a santidade está no centro da narrativa grandiosa do evangelho de Jesus Cristo.
Sem a santidade de Deus, não haveria lei moral diante da qual todo ser humano é responsável.
Sem a santidade de Deus, não haveria nenhuma ira divina sobre o pecado.
Sem a santidade de Deus, não haveria nenhum Filho perfeito enviado como sacrifício aceitável pelo pecado.
Sem a santidade de Deus, não haveria a derrota final do pecado e de Satanás.
Sem a santidade de Deus, não haveria esperança de um novo céu e de uma nova terra em que a santidade reinará sobre nós para sempre.
A história bíblica não seria a história bíblica se não fosse escrita e controlada em todos os pontos por alguém que é santo o tempo todo e de todas as maneiras.
Deus nos revela sua santidade não como uma advertência para que fujamos dele movidos por um terror eterno. Em vez disso, o Santo estende as boas-vindas a nós para que corramos em sua direção. Somente ali pecadores fracos e falhos sempre podem encontrar a graça que dura para sempre.
A chave para compreender a vida
Você já ouviu políticos, educadores, influenciadores de mídia social ou ícones do entretenimento falarem de santidade? Para eles, isso não tem propósito e nem sentido algum.
A santidade não cabe no conceito de sucesso. Ninguém fala de santidade quando discute o que vai fazer nas férias. A santidade é vista como um conceito religioso poeirento com pouco significado prático.
No entanto, sem a santidade de Deus, a vida será sempre um enigma.
Deus quer que sua santidade esteja no centro do modo como você interpreta a vida. A santidade de Deus deve estar no centro do que você concluiu ser verdade. Se não estiver, você jamais compreenderá adequadamente o Universo e não viverá da maneira que foi planejado para que você vivesse.
No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de seu manto enchiam o templo. Acima dele havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. E clamavam uns aos outros: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória (Is 6.1-3).
Nessa cena impressionante, aprendemos que Deus é tão santo que a terra inteira está cheia até o topo da glória incomparável da sua santidade. Sem isso, é impossível compreender qualquer coisa em sua vida corretamente.
Tudo o que há de bom que um dia foi criado existe porque o Santo está sentado no trono do Universo o tempo todo. Sua percepção de identidade e de propósito; o modo como você usa sua energia, tempo e dinheiro; sua percepção de certo e de errado; seu método de tomada de decisões; o lugar em que você procura paz e descanso devem estar conectados à seguinte declaração: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.
A santidade divina é a chave para a compreensão da vida. É sua luz nas trevas, seu GPS quando você se sente perdido, seu consolo em face dos males deste mundo decaído, o lembrete constante de quem você é e do que precisa, e o lugar para onde você corre quando todos os outros lugares se mostram inadequados.
Trecho adaptado e extraído da obra “Verdades que todo adolescente pode confiar“, de Paul Tripp, publicada por Vida Nova.
![]() | Paul Tripp (DMin Westminster Theological Seminary) é pastor, autor premiado e palestrante internacional. Já escreveu vários livros, entre eles o best-seller "New Morning Mercies". Seu ministério, por meio de uma organização sem fins lucrativos, existe com a finalidade de conectar o poder transformador de Jesus Cristo à vida cotidiana. Ele tem quatro filhos já adultos e vive na Filadélfia com sua esposa Luella. |
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![]() | O alicerce seguro para a mente e o coração A adolescência é marcada por grandes mudanças e incertezas. No entanto, a verdade de Deus permanece inabalável. Compreender a doutrina cristã é o caminho seguro para que a nova geração firme sua identidade e suas decisões em princípios eternos. Nesta obra, Paul David Tripp apresenta doze doutrinas essenciais da fé cristã de forma clara e acessível. Em Verdades que todo adolescente pode confiar, o autor demonstra como uma teologia sólida responde aos desafios diários da juventude. Este é um recurso indispensável para adolescentes, pais e líderes que desejam: construir um fundamento seguro por meio do ensino de doutrinas centrais, como a autoridade da Escritura, a santidade de Deus, o pecado e a justificação, apresentadas em uma linguagem relevante; aplicar as verdades aprendidas ao cotidiano por meio de uma seção ao final de cada capítulo, que contribui com a formação da identidade pessoal e propósito; enriquecer o discipulado, sendo um recurso confiável e prático para professores e líderes da igreja conduzirem conversas significativas sobre a fé. Trata-se de uma leitura fundamental para adolescentes desenvolverem uma fé consciente e madura. Um convite para que a nova geração se apaixone pelo seu Criador e Salvador. Indicado para estudantes de Ensino Fundamental II e de Ensino Médio, bem como para pais e líderes. |
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