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Quando o Filho eterno de Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14), cruzou um abismo infinito — do infinito para o finito, da imortalidade para a mortalidade. Ele deixou a perfeição moral infinita para viver entre a corrupção moral. Mas Cristo não nos desprezou. Ele veio até nós. Ele nos amou e morreu em nosso lugar para nos dar vida. E fez tudo isso quando ainda éramos mais indiferentes a ele do que alguém jamais foi a nós.

Quando sentimos, pensamos ou agimos em relação a alguém com desdém, desrespeito, quando evitamos, excluímos, agimos com malícia em relação a alguém por essa pessoa ser de outra raça ou outro grupo étnico, estamos, de fato, dizendo que Jesus agiu de maneira tola em relação a nós. E ninguém quer dizer isso.

Removendo uma sutil autojustificação

Uma das maneiras pelas quais continuamos a deixar a desejar em diversos relacionamentos étnicos é usando maneiras sutis de justificar a nós mesmos para disfarçar o preconceito pecaminoso que se esconde em nosso coração. Gostaria de descrever e ajudar a remover uma dessas autojustificações. Trata-se de uma maneira de justificarmos a nós mesmos que todos somos tentados a usar, seja de forma consciente, seja inconsciente. Saber que maneira é essa e entender a verdade e o erro que há nela irá ajudar a nos livrar de seu laço.

A essência dessa autojustificação é esta: intuitivamente sabemos que não conseguimos viver sem fazer generalizações sobre pessoas, fatos e coisas da natureza. (Já vou dar uma ilustração sobre isso em um instante.) Porém, normalmente não fazemos distinções claras entre generalizações legítimas e necessárias e generalizações desrespeitosas e estereotipadas. Um dos motivos de não fazermos essas distinções é por não ser fácil fazê-las. Outro é que não fazê-las apoia nossos odiosos preconceitos.

Podemos perceber essa questão por meio das palavras de Natanael, em João 1.46: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”. Em João 1.43, Jesus chama Filipe para ser seu discípulo. No versículo 45, Filipe encontra Natanael e diz a ele: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, sobre quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”. Em outras palavras, Filipe acreditou que Jesus era o Messias e estava ansioso para que Natanael o conhecesse também. Ele o identifica como “Jesus de Nazaré”. Ele identifica Jesus com uma cidade e com um grupo de pessoas que vivia naquela cidade.

Nazaré era uma cidade pequena, que não tinha mais do que 2 mil habitantes.[1] O Antigo Testamento é claro quando diz que o Messias viria de Belém de Judá (Mq 5.2), e não de Nazaré. Por uma razão qualquer, Natanael responde ao anúncio de Filipe no versículo 46: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”. A resposta que Natanael espera é não. Sua pergunta implica uma conclusão inevitável: nada de bom pode vir de Nazaré.

Qual foi o erro de Natanael?

Natanael estava errado. Ele cometeu um erro. Jesus tinha vindo de Nazaré, e ele era bom. Natanael terá de engolir suas próprias palavras logo, logo. Mas minha pergunta é: De que natureza foi o erro de Natanel? Uma das razões que me levaram a ponderar sobre isso foi o fato de Jesus não descartar Natanael logo de cara como um preconceituoso sem conserto. Jesus realmente nos surpreende com o que diz no versículo 47, quando ele vê Natanael aproximando-se. Ele diz: “Este é um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento!”.

Isso não é uma crítica. É um elogio. Contudo, não faça dele algo mais positivo do que é. Não é uma declaração de que Natanael não pecou ou que o que ele dissera sobre o povo de Nazaré era verdadeiro ou amável. Jesus simplesmente diz: “Eis aqui alguém que diz o que pensa. Você é aquilo que vejo. Não tem duas caras. Não gosta do povo de Nazaré. Sua atitude pode não ser boa, mas pelo menos não é fingido. Natanael não é falso”. Jesus conhecia o coração de Natanael bem antes de encontrá-lo.

Mas então de que natureza foi o erro de Natanael? Preconceito pecaminoso? Uma forma de definir a natureza desse erro seria descrevendo-o como um preconceito pecaminoso contra o povo de Nazaré. Talvez Natanael tivesse em mente o que chamamos de estereótipo do povo de Nazaré. Talvez ele julgasse pelas aparências, e não pela verdade. Jesus disse: “Não julgueis pela aparência, mas julgai de maneira justa” (Jo 7.24). Hoje diríamos: “Jesus disse: ‘Não julgue por estereótipos’”.

No uso comum que fazemos da linguagem hoje, um estereótipo é uma generalização que não é construída com base naquilo que Jesus chama de “julgar de maneira justa”. O dicionário Michaelis define estereótipo como “imagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simplificada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a respeito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social”.[2] Em outras palavras, um estereótipo é uma generalização injustificada, não comprovada. É o tipo de juízo em que você não pode confiar para orientar sua vida, que tende a deixá-lo arrogante e a ferir os outros.

Talvez fosse essa a atitude de Natanael — ele estava fazendo um julgamento de Jesus com base naquele estereótipo negativo. Voltaremos a isso em um instante e perguntaremos o que há de pecado nesse tipo de conduta.

Juízo de probabilidade?

Mas há outro modo de definir o erro de Natanael. Alguém pode dizer que ele fez o que todos nós fazemos todo dia: fez uma generalização baseada em múltiplas experiências e evidências bíblicas, e, então, formou um juízo de probabilidade baseado nessa generalização. “Minha experiência diz que esse povo de Nazaré é vulgar e até mesmo intratável, e não vejo no Antigo Testamento que o Messias possa vir de Nazaré. Portanto, a partir dessas observações gerais, acredito que seja altamente improvável, se não impossível, que esse Jesus seja o Messias.”

A vida depende de generalizações

Ora, essa maneira de pensar — generalizando a partir de particulares de nossa experiência e elaborando juízos de probabilidade com base nisso — é ao mesmo tempo inevitável e positiva. O cérebro humano funciona inevitavelmente dessa forma. E, na verdade, nossa própria vida depende de que ele funcione assim.

Você nota que cogumelos com certas características são venenosos. Assim, quando alguém lhe oferece um cogumelo parecido, você o recusa. Você nunca chegou a saborear ou provar aquele cogumelo específico, mas julga que ele pertence a um tipo de cogumelo que é venenoso, e, assim, forma um juízo de probabilidade de que ele pode perfeitamente ser venenoso, recusando-se a comê-lo. Sua vida depende de você não tratar esse cogumelo específico de forma isolada da experiência que tem de outros cogumelos como ele.

Às vezes seu julgamento parece inteiramente legítimo, mas se mostra totalmente errado. Você parte da generalização de que a ponte I-35 sobre o rio Mississippi é segura. Afinal, você já cruzou essa ponte umas mil vezes. O departamento que cuida das estradas a inspeciona regularmente. Mas, em 1º de agosto de 2007, você julga que é seguro cruzá-la e a ponte cai. Seu juízo de probabilidade estava errado. Porém, não era um juízo pecaminoso. Era bem justificado.

Se deparo com um homem que possui certas características e se veste de certo modo em meu bairro — ao menos nesses tempos de nossa vida comunitária —, formo um juízo de probabilidade no sentido de que ele seja somali ou muçulmano. Posso estar errado. Mas é essa resposta que meu cérebro me fornece com base na informação que possuo. Traços faciais, roupas, língua, o jeito de andar, o lugar em que ele se encontra — tudo isso e mais outros detalhes me levam a pensar que ele é parte de um grupo de somalis que vive no meu bairro. No entanto, uma conversa com ele me revela que ele veio da Etiópia. Cometi um erro de julgamento.

Suponhamos que eu veja um veículo preto e branco com luzes vermelhas piscando atrás de mim. Com base na minha experiência, formo um juízo de probabilidade no sentido de que se trata da polícia e não de um criminoso que esteja fazendo isso para me enganar. Posso estar errado, mas paro o carro.

Generalizações podem ser terrivelmente equivocadas

Ora, vejamos o quão terrivelmente equivocados podemos estar. Há alguns anos um dos médicos que frequentam nossa igreja, que trabalha no setor de emergências do Centro Médico Hennepin County, contou-me uma das coisas mais bizarras que ele já tinha testemunhado. Trouxeram um paciente para o hospital que tinha sido ferido por uma flecha, durante uma caçada. A flecha tinha entrado pelas costas e transpassara o coração, saindo pelo peito dele. Ele fora ferido por um dos colegas de caçada. Como aquilo acontecera? Esse colega disse que vira algo marrom movendo-se entre os arbustos e julgou que se tratava de um veado. Mas ele cometera um erro. Um erro fatal.

 Jesus não condena as generalizações

No entanto, devemos pensar desse modo. Não teríamos como viver se não interpretássemos situações específicas de acordo com a experiência mais genérica que temos. Jesus certa vez elogiou esse modo de pensar de um jeito meio irônico. Os fariseus vieram até ele para testá-lo, pedindo um sinal do céu. Jesus não ficou feliz em receber esse pedido, pois já tinha dado a eles evidências suficientes de sua identidade. Ele sabia que aquele pedido se devia à dureza de coração daqueles fariseus. Então, Jesus disse a eles em Mateus 16.2,3:

Ao cair da tarde, dizeis que fará tempo bom, porque o céu está avermelhado. E pela manhã dizeis: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis interpretar o aspecto do céu e não podeis interpretar os sinais dos tempos?

Em outras palavras, vocês são realmente bons em fazer generalizações sobre o mundo natural e formar juízos de probabilidade pelo modo como o céu vermelho sombrio precede uma tempestade e um céu avermelhado ao cair da tarde é prenúncio de bom tempo. Vocês observaram o mundo e são bons nesse tipo de juízo. Isso funciona. Mas, quando se trata de enxergar a realidade espiritual, vocês são cegos. Jesus não condenou esse jeito universal que o cérebro humano tem de aprender com base na experiência e formar juízos de probabilidade.[3]

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Quando juízos de probabilidade tornam-se preconceitos pecaminosos

E o que dizer sobre Natanael? Em João 1.45, Filipe diz: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei [o Messias], sobre quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”. E Natanael disse a ele: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”. Será que esse foi um juízo de probabilidade totalmente justificado que se mostrou equivocado, como no caso daquela ponte que caiu? Ou Natanael é culpado de ter feito um juízo com base em um preconceito pecaminoso?

Acredito que ele seja culpado, pois ele não disse: “Pode o Messias vir de Nazaré?”. Essa teria sido uma demonstração legítima de ceticismo, levando-se em conta tudo o que ele sabia sobre onde o Messias deveria nascer. Mas o que ele disse foi: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”. Se ele tivesse um coração benevolente, amoroso, paciente e esperançoso em relação ao povo de Nazaré, até poderia demonstrar um ceticismo legítimo quanto ao fato de o Messias vir de Nazaré, mas provavelmente nunca teria dito: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”.

Natanael passou de um juízo de probabilidade legítimo para um preconceito pecaminoso. Ele tem uma visão tão negativa desse povo que coloca todos eles, inclusive Jesus, dentro de um estereótipo. A reação de Natanael foi imediata. Ele não leva em consideração sequer a possibilidade de que Filipe pudesse saber do que estava falando. Ele está temporariamente cego pelo preconceito.

Julgue-o por sua glória, não por seu grupo

Filipe não discute. Ele simplesmente diz, em João 1.46: “Vem e vê”. Em outras palavras, dê uma chance ao homem. Julgue-o por sua glória, não por seu grupo — ou, como dizia Martin Luther King Jr.: “Julgue-o pelo conteúdo do seu caráter”.[4] No versículo 47, Jesus observa Natanael aproximando-se e diz: “Este é um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento!”. Em outras palavras, Jesus reconhece que Natanael é sincero. Ele não é uma pessoa falsa. Ele é o que se vê dele. Portanto, provavelmente, é alguém que pode ser ensinado.

Natanael pergunta a Jesus: “De onde me conheces?”. Jesus respondeu-lhe: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira”. Com essa resposta, o estereótipo é destruído. Natanael percebe que havia se enganado. Ele muda de opinião e diz, no versículo 49: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”.

A linha que separa os juízos de probabilidade dos preconceitos pecaminosos

Ora, eis o ponto que defendo: existe uma linha tênue entre juízos de probabilidade legítimos e preconceitos pecaminosos. Ela é uma linha bem real. Deus a vê, ainda que nós não possamos enxergá-la. E minha preocupação neste é rogar a você que não permita que seus juízos de probabilidade funcionem em seu coração como uma forma sutil de justificar para si mesmo seus preconceitos pecaminosos.

Dizer o que estou lhe dizendo é arriscado. É arriscado porque haverá quem leia o que estou dizendo e, na dureza de seu coração, tome minhas palavras sobre generalizações e juízos de probabilidade e as use para dissimular seus próprios preconceitos. Eu sei bem disso.

Contudo, correrei esse risco, pois há outro grupo de pessoas — e espero que a maioria delas esteja lendo — que bem lá no fundo já sabem que usamos essa forma de autojustificação. Não damos um nome a ela nem nos detemos muito nela. Ela simplesmente vem de modo natural e nos parece bastante legítima. Por isso rogo a esses nascidos de novo — a esses verdadeiros santos cujo coração ainda carrega em si a corrupção —, rogo que leiam essas minhas palavras e digam: “Sim, obrigado por me ajudar a perceber o ardil do meu próprio pecado. Eu devo mortificá-lo”.

Três indícios de um coração bondoso

Encerro com cinco indícios de uma disposição para pecar contra outros grupos e três indícios de um coração bondoso, à medida que lutamos com a linha tênue que existe entre as inevitáveis generalizações e o preconceito pecaminoso. Por “coração bondoso” quero dizer aquele coração que recebeu a Cristo, conhece o perdão e traz em si o Espírito Santo, muito embora não seja perfeito (Fp 3.12,13). Portanto, temos uma disposição para pecar contra outros grupos étnicos quando:

Queremos que uma pessoa se encaixe em uma generalização negativa (seja ela correta ou não) que formamos em relação a determinado grupo.

Presumimos que uma generalização negativa estatisticamente verdadeira seja válida em relação a uma pessoa específica em face de evidências individuais contrárias.

Sempre que tratamos membros de um grupo como se todos eles devessem ser caracterizados por uma generalização negativa (ou positiva).

Quando nos referimos de forma negativa a um grupo com base em generalizações, sem dar qualquer evidência de que reconhecemos e prezamos as exceções.

Quando falamos de um grupo inteiro de forma depreciativa, com base em uma generalização negativa, sem consideração pessoal por aqueles no grupo que não se encaixam naquela generalização.[5]

A evidência de um coração bondoso em relação aos outros seria, obviamente, uma renúncia desses cinco indícios. Porém, de forma mais positiva, esse coração bondoso…

…deseja conhecer pessoas e tratá-las por quem elas realmente são como indivíduos, e não simplesmente como representantes de uma classe ou grupo. Se não fosse isso, Jesus jamais poderia ter sido reconhecido por quem ele realmente é. Você deseja — realmente — conhecer pessoas e tratá-las como indivíduos, e não meramente como espécimes do grupo a que pertencem?

…está disposto a correr riscos para agir contra expectativas negativas e estereótipos depreciativos no trato com as pessoas. Paulo disse que o amor tudo crê, tudo espera (1Co 13.7). Acredito que ele quis dizer que o amor se esforça em acreditar e esperar pelo melhor, não pelo pior.

…está pronto, como Natanael, a se arrepender com prontidão e de forma plena quando tiver cometido um erro e julgado alguém de forma equivocada.

Que o Senhor nos ajude

Nosso coração ainda é enganoso. Ele continua a ser corrupto. Devemos viver em constante e profunda dependência do evangelho que perdoa os pecados por meio de Jesus (Cl 2.13,14). Devemos persistentemente conformar nossas mentes a Cristo no evangelho (1Co 2.16) e ajustar nossos passos para caminhar “conforme a verdade do evangelho” (Gl 2.14). Devemos continuamente eliminar nossas inclinações carnais, pois morremos e nossa vida “está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.3,5).

Que o Senhor possa nos conceder a mais absoluta sinceridade em relação a nós mesmos e a ele. Que ele possa expor cada preconceito pecaminoso que ainda resta em nosso coração. Que jamais possamos usar a legitimidade das generalizações para dissimular o pecado do preconceito. Que a glória de Cristo possa brilhar em nossa vida. Que o Senhor nos ajude.

_________________

[1]Andreas Köstenberger, John, Baker Exegetical Commentary on the New Testament, p. 81.

[2] Disponível em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php? lingua=portuguesportugues&

palavra=estereótipo, acessado em 22/11/2011, grifo nosso.

[3] Para mais detalhes sobre Mateus 16.2-4 e suas implicações para a vida da mente, v. John Piper, Think: The Life of the Mind and the Love of God, p. 60-3.

[4] Martin Luther King Jr., I Have a Dream, in: The Norton Anthology of African American Literature, p. 82.

[5] Parto do pressuposto de que as generalizações feitas por Jesus sobre os fariseus (Mateus 23) e por Paulo sobre os cretenses (Tt 1.12) não são pecaminosas, porque eles consideravam as exceções e eram sensíveis a elas.

Trecho extraído e adaptado da obra “O racismo, a cruz e o cristão: A nova linhagem em Cristo“, de John Piper, publicada por Vida Nova: São Paulo, 2012, pp. 227-234. Traduzido por Marisa K. A. de Siqueira Lopes. Publicado com permissão.

John Piper é fundador e professor do ministério desiringGod.org. É chanceler do Bethlehem College & Seminary, em Mineápolis, Minessota. Serviu por 33 anos como pastor da igreja Bethlehem Baptist Church e é autor de mais de 50 livros, entre eles 'O racismo, a cruz e o cristão', publicado por Vida Nova, e 'Em busca de Deus' e 'Graça futura', de Shedd Publicações.
O racismo, o ódio e o sentimento de superioridade racial têm sido elementos trágicos da condição humana desde a Queda, no mundo inteiro. E a cada vez que esses elementos se manifestam, encontramos por trás deles, bem na raiz do pecado racial, um coração incrédulo que resiste à graça e à misericórdia de Deus.

O evangelho de Jesus Cristo é a única esperança de chegarmos a soluções de fato significativas para o problema racial. É isso que John Piper nos mostra neste livro, quando lança a luz do evangelho sobre essa questão.

Além de confessar seus próprios pecados e sua experiência pessoal com tensões raciais, ele conta também como Deus tem transformado sua vida e sua igreja. Piper expõe aos olhos dos leitores a realidade e a extensão do racismo e, a seguir, demonstra, a partir das Escrituras, como a luz do evangelho atravessa as trevas sombrias desse pecado tão destrutivo.

Publicado por Vida Nova.

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